O tratamento Gamma Knife e a cirurgia convencional apresentam-se, sobretudo, como duas técnicas complementares em vez de opções terapêuticas concorrentes. Algumas lesões são mais indicadas para tratamento com Gamma Knife, sendo outras mais apropriadas para a cirurgia convencional. Existem procedimentos denominados “em duas etapas”, que devem ser usados em casos de tumores de grandes dimensões: a cirurgia reduz o volume da lesão e o Gamma Knife trata o tumor residual que, eventualmente, não pode ou não deve ser removido em virtude da sua localização ou relação com estruturas vizinhas.
A cirurgia convencional implica uma abertura da caixa craniana para ter aceso directo à lesão. Se esta se encontrar numa zona profunda da massa encefálica ou próxima de orgãos que detêm funções importantes ( visão, linguagem, audição, movimento…) a cirurgia torna-se de alto risco ou são casos considerados inoperáveis. Com a radiocirurgia, é possível destruir quase todas as lesões cerebrais profundas, sem danos significativos nos tecidos normais à volta da lesão.
O procedimento com Gamma Knife não apresenta nenhuma das complicações relacionadas com a cirurgia tradicional: hemorragia, infecção, defeitos neurológicos pós-cirúrgicos, complicações da anestesia geral ou internamento hospitalar prolongado. Assim, em doentes criteriosamente seleccionados, os resultados clínicos da radiocirurgia com Gamma Knife são melhores do que os obtidos com a cirurgia convencional, proporcionando simultaneamente um maior conforto e benefício para os doente.
Actualmente a radiocirurgia é uma alternativa estabelecida à microcirurgia no tratamento do neurinoma do acústico, das metástases cerebrais, dos meningiomas da base do crânio e das malformações arterio-venosas, sobretudo naquelas localizadas em áreas funcionais ou profundas.






